A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ) realizaram uma operação na sexta-feira (17) para cumprir 11 mandados de prisão contra integrantes de uma organização criminosa acusada de promover um esquema de pirâmide financeira que resultou em prejuízo de aproximadamente R$ 7,5 milhões para investidores no Estado.

Investigação iniciada em 2022

A ação foi deflagrada após uma investigação iniciada no ano passado, que apontou a existência de um grupo que atuava com práticas fraudulentas. O esquema, que funcionava desde 2020, envolveu mais de 165 ações judiciais e registros de ocorrências. O delegado Marcos Buss destacou que os valores movimentados ultrapassaram os R$ 50 milhões, com promessas de altos retornos para os investidores.

Operação em Niterói e prisões

Até o momento, apenas um dos alvos foi preso: Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves, identificado como integrante do núcleo comercial do esquema. Outro suspeito, Luiz Gustavo de Oliveira Fernandes, já estava preso. Os outros 9 investigados estão foragidos. A operação foi coordenada pela 2ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa da Capital.

Conglomerado de empresas falsas

O grupo criou um conglomerado de 19 empresas de fachada, registradas no mesmo endereço no Centro do Rio, para dar aparência de legalidade. As empresas não estavam registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e atuavam fora do sistema financeiro. A polícia afirma que os investidores eram atraídos por promessas de lucro e ostentação de riqueza, mas os saques foram bloqueados após alguns meses.